O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no mundo e é o que mais mata no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A mensagem do Outubro Rosa, porém, é de confiança: com informação, acompanhamento regular e acesso aos exames certos, é possível mudar essa história.
A prevenção começa no dia a dia. Segundo o INCA, praticar atividade física, manter o peso adequado e evitar o uso excessivo de bebidas alcoólicas ajudam a reduzir o risco de câncer. Nem todos os fatores, entretanto, estão sob controle: idade, histórico familiar e alterações genéticas têm grande peso. Daí a importância da detecção precoce, que reúne duas frentes: o rastreamento (exame feito em mulheres sem sinais ou sintomas de alterações mamárias) e a investigação rápida de qualquer alteração percebida. Em ambos os casos, o objetivo é encontrar o tumor ainda pequeno, quando o tratamento tende a ser menos agressivo e as chances de cura são maiores.
“Quando o câncer de mama é encontrado no início, muitas vezes conseguimos tratar com cirurgias menores e com tratamentos complementares menos agressivos. A mamografia identifica alterações que a mão ainda não sente, e é por isso que ela deve fazer parte da rotina de cuidado de toda mulher, mesmo de quem está se sentindo bem”, explica a Dra. Ana Cláudia Rodrigues, radiologista do HSVP.
A partir de setembro de 2025, o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária de recomendação da mamografia de rastreamento, que passou a contemplar mulheres de 50 a 74 anos, faixa que antes terminava aos 69. Entre 40 e 49 anos, o exame mamográfico de rastreamento passou a ser garantido no SUS por decisão compartilhada entre a paciente e o profissional de saúde; vale destacar que esta restrição da faixa etária não se aplica aos casos em que a mulher apresenta alguma alteração no exame clínico, estando garantida a mamografia diagnóstica em qualquer idade.
Também as sociedades médicas (Sociedade de Mastologia, Federação das Sociedades de Ginecologia e Colégio Brasileiro de Radiologia) defendem a mamografia de rastreamento entre 40 e 74 anos, mas com periodicidade anual. A partir dos 75, tanto o MS como as sociedades médicas propõem que a indicação do exame de rastreamento seja individualizada.
Conhecer o próprio corpo também ajuda: o INCA orienta que a mulher observe e palpe as mamas sempre que se sentir confortável e procure avaliação diante de nódulos, alterações na pele ou no mamilo e caroços na axila.
Do consultório ao diagnóstico, em um só lugar
No HSVP, esse cuidado segue um percurso integrado. A jornada começa no Centro Médico, com ginecologistas e mastologistas, e continua no Centro de Imagem, com mamografia digital, tomossíntese, mamografia com contraste, ultrassonografia de mamas e axilas e ressonância magnética. Quando um achado de imagem precisa de confirmação diagnóstica, punção, biópsias de fragmentos (core biopsias) ou biópsias a vácuo (mamotomia) são realizadas em ambiente hospitalar, guiadas por ultrassom ou por mamografia (estereotaxia) e também por ressonância magnética.
Ao longo de todas as etapas, a paciente conta com uma enfermeira navegadora, que organiza agendamentos, orienta os próximos passos e se torna uma referência conhecida nos momentos de espera. Acreditamos que encurtar o caminho entre a dúvida e a resposta também é parte do tratamento.
Referência nacional e internacional em qualidade e segurança do paciente, o HSVP entende o cuidado com as mamas como compromisso que se renova o ano inteiro, e não apenas em outubro. Tecnologia, equipe especializada e acolhimento caminham juntos para que cada mulher encontre aqui o apoio de que precisa para cuidar de si, expressão concreta da nossa vocação para cuidar.









