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Sonolência, cansaço ou fadiga – como reconhecer o que estou sentindo?

Pandemia, isolamento social, novos hábitos de higiene. As mudanças na rotina impostas pela necessidade de prevenção ao novo coronavírus estão tirando o sono de muita gente. Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde durante a pandemia para conhecer as maiores queixas dos brasileiros revelou que mais de 40% estão sofrendo com distúrbios do sono, cerca de 30% sentem-se cansados ou com pouca energia e quase 17% têm dificuldade para se concentrar nas coisas. Entre os sintomas relatados estão sonolência, fadiga e cansaço que apesar de ser parecidos, podem indicar questões de saúde bem diferentes.

De acordo com o clínico do HSVP Alcino Soares, a diferenciação é necessária, porém muito tênue. “Normalmente o cansaço acontece quando a pessoa faz esforço, após a prática de alguma atividade ou ao final de um dia de trabalho. Quando estamos cansados, queremos descansar e procuramos uma cadeira ou um local para ficar tranquilos. Mas se você tem sonolência, a vontade é de procurar uma cama. Já a fadiga é algo extremo que se assemelha ao cansaço, mas nem sempre está relacionada a alguma atividade. Dependendo da patologia, a pessoa já se sente fatigada ao acordar”, explica ele. O médico acrescenta que tanto a sonolência quanto o cansaço e a fadiga podem acontecer em decorrência das atividades diárias e não estar relacionados a uma doença.


A orientação de Soares é que o paciente procure ajuda médica se um desses sintomas se tornar excessivo. “É preciso investigar quando você permanece cansado ou com a sensação de fadiga mesmo após uma boa noite de sono. Isso não é o habitual. Ou ainda quando uma pessoa se sente cansada ao fazer atividades comuns do dia a dia, como por exemplo, tomar banho ou arrumar um armário, se isso não acontecia anteriormente. Nesses casos, o cansaço e a fadiga são sinais de alerta e a recomendação é buscar ajuda médica”, adverte. Ele destaca ainda que durante a consulta, o médico vai conhecer a história clínica do paciente, os sintomas que o acometem e investigar a doença relacionada. “A sonolência pode nos levar a pensar em hipotireoidismo. Já o cansaço talvez seja indicativo de problemas como insuficiência cardíaca, anemia ou pico hipertensivo. A fadiga, por exemplo, pode ser um indicativo de fibromialgia, entre outras patologias. Só o acompanhamento de um médico vai permitir identificar cada caso de forma adequada”, afirma.

Soares alerta que durante a pandemia os infectados pela Covid-19 têm relatado cansaço mesmo após terem se recuperado da doença. “O fato de estarmos em confinamento, com a mobilidade reduzida, nos deixou mais suscetíveis e sensíveis: ‘nosso horizonte diminuiu’. Antes, saíamos, lidávamos com as pessoas, fazíamos nossas atividades e hoje estamos restritos a nossas casas, com eventuais saídas, quando estritamente necessárias. O resultado é que ficamos muito mais atentos ao que acontece com o nosso corpo e começamos a sentir coisas que antes passavam despercebidas. Com isso, sintomas relacionados à depressão e à ansiedade, estão mais evidentes e, caso fiquem fora de controle, é preciso buscar o auxílio de um psicólogo ou de outro profissional da área da saúde”, orienta.

Para superar o momento, a recomendação de Soares é bem simples. “Eu costumo dizer que ocupar a nossa mente é a melhor terapia. Qualquer atividade pode ajudar: ler um livro, fazer palavras cruzadas, participar de jogos, trabalhar e até praticar uma atividade esportiva. Mas é importante que isso seja feito com regularidade e não isoladamente. Dessa forma, você vai se ocupar e distrair, para superar melhor esse período”, ensina ele.

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