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Notícias

Setembro é o mês da conscientização sobre a doação de órgãos

A pandemia de Covid-19 afetou diretamente a realização de transplantes de órgãos no país. De acordo com dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), houve uma queda de 6,5% na taxa de doadores efetivos de órgãos no primeiro semestre do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Com a retomada gradual das atividades, a expectativa é que o número de doações volte a crescer.

O Hospital São Vicente de Paulo é um dos centros de saúde credenciados pelo Sistema Nacional de Transplantes para a realização de procedimentos de fígado, rins e córneas. “Os transplantes são procedimentos de alta complexidade que trazem para o hospital pacientes que necessitam de um suporte de alto nível tanto no pré quanto no pós operatório. Aqui no HSVP, temos equipes capacitadas e total estrutura de equipamentos para atender a esses pacientes”, ressalta o cirurgião Douglas Bastos, coordenador do Centro Avançado Hepatobiliar e do Programa de Transplantes de Fígado do HSVP.


Campanha

A campanha Setembro Verde foi criada com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. “Em todo o mundo, o potencial de salvar vidas por meio de transplantes está atrelado à cultura da doação de órgãos e ao envolvimento dos profissionais de saúde com o tema, em especial, das equipes que atuam nas Emergências e nas Unidades de Terapia Intensiva”, pontua Bastos. “No Brasil, há pacientes que aguardam há três ou quatro anos por um órgão. E essa é uma das razões pela qual a conscientização da população sobre a cultura da doação é tão importante”, afirma ele.

“No final do ano passado, começamos a ter um movimento importante aqui no Hospital: registramos alguns casos de doação de órgãos por familiares de pacientes com morte cerebral. Nossa expectativa é de que com a retomada dos atendimentos possamos ter cada vez mais doações e contribuir para a redução da fila de espera por um órgão sadio”, reforça Bastos.

O coordenador do Programa de Transplantes de Córnea do HSVP, Tiago Bisol reforça a importância da conscientização sobre a doação de órgãos. “A córnea tem dois diferenciais importantes. Não necessita compatibilidade sanguínea e pode ser realizada até seis horas após o óbito. Com esses pontos a favor, seria esperada uma oferta maior de doadores e ausência de fila de espera pelo transplante. O problema é a falta de entendimento da população sobre a importância de doar e de campanhas de incentivo. É fundamental que um profissional capacitado aborde as famílias dos possíveis doadores para falar sobre o assunto e incentive-as a dar esse passo”, ressalta. Bisol conta que no momento, devido à pandemia, só é possível coletar córneas de doadores de múltiplos órgãos, o que tem limitado muito a realização de transplantes. “Esta situação deve mudar nos próximos meses com a queda do número de casos de Covid-19 no Rio de Janeiro e com o aumento da testagem nos doadores”, completa ele.

A nefrologista Deise de Boni Monteiro de Carvalho, coordenadora do Programa de Transplantes Renais do HSVP lembra que hoje, no Brasil, mais de 130 mil pacientes dependem de diálise para sobreviver e apenas um transplante renal pode melhorar sua qualidade de vida. Ela frisa que a doação de órgãos só pode ser realizada em caso de morte cerebral e sempre com autorização da família. “É muito importante que quem deseja ser doador de órgãos converse com seus parentes, porque são eles que autorizam a doação. São raros os casos em que a família contraria um desejo que a pessoa tinha quando viva”, orienta ela.


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