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Pandemia pode agravar doenças renais

‘Viver bem com a doença renal’ é o tema escolhido pela Sociedade Internacional de Nefrologia para marcar o dia mundial do Rim, comemorado no dia 11. As doenças renais atingem cerca de 850 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e estima-se que a mais prevalente delas, a Doença Renal Crônica, provoque ao menos 2,4 milhões de mortes a cada ano.

No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas sofrem com doenças renais, segundo dados do Ministério da Saúde. “A mensagem da campanha deste ano tem uma grande importância, porque os pacientes renais crônicos têm suas vidas profundamente afetadas por esta enfermidade. E não só o paciente, mas toda a família. Os sintomas como fadiga, a depressão e até o compromisso com o tratamento dificultam a socialização e a realização de atividades cotidianas, como o próprio trabalho”, alerta a nefrologista Deise De Boni Carvalho, chefe dos serviços de Nefrologia, Diálise e Transplantes Renais do Hospital São Vicente de Paulo.


Superar as dificuldades impostas pelas doenças renais ficou ainda mais difícil durante a pandemia. Muitos pacientes adiaram seus tratamentos e deixaram de fazer o acompanhamento adequado ao longo de 2020. “Os pacientes renais são de alto risco, para Covid e podem desenvolver formas graves da doença. Além disso, uma das consequências da infecção pelo novo coronavírus é o comprometimento renal. Ainda não é possível dizer se as sequelas são duradouras, mas isso pode representar um aumento de pacientes renais”, explica a especialista, que também é membro e uma das fundadoras da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

A orientação aos pacientes renais é que permaneçam em isolamento, sem descuidar do acompanhamento necessário. “Não interrompam seus tratamentos! Isso é fundamental! Quando precisarem sair, façam uso de máscara e usem o álcool 70%, sempre mantendo a distância de outras pessoas, na medida do possível”, afirma.

As doenças renais

A principal função dos rins é filtrar o sangue para controlar a quantidade de água e de sal no corpo, eliminar toxinas, ajudar no controle da hipertensão arterial, além de produzir hormônios que impedem a anemia e a descalcificação óssea. “Quando os rins não trabalham adequadamente e não são capazes de filtrar o sangue, a concentração de creatinina aumenta, o que é um indicador de insuficiência renal. Para viver bem com a doença é fundamental que o paciente siga as orientações de seu médico de confiança e não tenha medo nem vergonha de buscar esclarecer as dúvidas que possam surgir. A não aderência ao tratamento pode agravar o problema”, afirma.

Pessoas com histórico familiar ou que possuam pressão alta, diabetes, obesidade e fumantes têm maior risco de desenvolver doenças renais. Segundo a SBN, uma em cada 6 pessoas com hipertensão desenvolverão algum tipo de problema renal.

Para prevenir as doenças renais, as dicas são praticar atividade física regular, controlar o colesterol, a glicose, o peso e a pressão arterial. “Muitos remédios podem afetar o funcionamento dos rins, então é muito importante nunca utilizar medicamentos sem indicação e acompanhamento médico. Garantir uma boa hidratação e manter a alimentação balanceada, evitando o excesso de sal e de carnes vermelhas também são medidas importantes para quem quer cuidar da saúde dos rins”, orienta.

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