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Nova fase de reabertura do RJ exige ainda mais atenção às medidas de proteção

Por Isabella Albuquerque, infectologista, mestre em Saúde Pública e coordenadora do Serviço de Infecção Hospitalar do HSVP

No início dessa semana foi anunciada a sétima e última fase de reabertura da nossa cidade. Embora tenha sido divulgada como uma novidade, todos sabemos que, na prática, o Rio de Janeiro nunca atendeu plenamente às medidas restritivas. A justificativa para essa tomada de decisão é a imunidade de rebanho. Ou seja, boa parte da população já estaria imune à Covid-19. Mas fazer essa aposta sem termos sua comprovação científica pode ser uma decisão precipitada, já que, muito possivelmente, estaremos expondo cidadãos não-imunes à infecção, sabendo do perigo de evolução grave da doença.

Mesmo que parte da população de maior risco (idosos, por exemplo) ainda consiga permanecer em casa, estamos, a meu ver, diante de uma situação de roleta russa: é impossível prever, dentro da população de menor risco, quais serão os indivíduos que vão evoluir com gravidade. Além disso, mesmo que não desenvolvam os sintomas, já temos a certeza da transmissão através de pacientes assintomáticos, que poderão carregar o vírus para dentro de suas casas, locais de trabalho e outros lugares de alto risco de contágio, como os recém-reabertos restaurantes self service e pistas de dança, expondo inúmeras pessoas à doença.

Apesar de sabermos que boa parte do que passa a ser permitido a partir de agora já estivesse acontecendo na prática pela cidade, nos preocupa que essa liberação passe a ser oficial. O receio é que a população acredite que o vírus não esteja mais circulando entre nós e que, consequentemente, o risco de contaminação tenha acabado, deixando de lado os protocolos de segurança.

Concordamos que é preciso amenizar os impactos negativos da pandemia na economia e na saúde emocional da população. O contato físico com familiares e amigos e a volta das atividades sociais são fundamentais para o nosso bem-estar. Mas isso deve ser feito de forma segura, sem envolver aglomerações e muito menos descuido com as medidas de proteção.

É praticamente consenso entre os especialistas da área de Saúde que a única forma de realmente conter a Covid-19 é através da vacinação, que ainda não tem data prevista para acontecer. Até lá, se quisermos oferecer segurança à população, não podemos nunca nos esquecer do tripé:

  • Testagem ampla, com isolamento dos casos positivos
  • Maior distanciamento social possível
  • Uso de máscaras e higiene das mãos.

Somente dessa maneira é possível, pelo menos nesse momento, conter a proliferação do vírus, minimizar os danos causados pela doença e salvar vidas.

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