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Medicina de precisão: o futuro no combate ao câncer

Você já ouviu falar em Medicina de precisão? Países como Estados Unidos e Inglaterra vêm investindo dezenas de milhões de dólares nos últimos anos em pesquisas neste campo da ciência, também chamado de Medicina personalizada. É a alta tecnologia sendo aplicada de maneira individualizada, com potencial para revolucionar diagnósticos e tratamentos de diversas doenças.

A nova área busca examinar com mais detalhes cada tumor de cada paciente com a intenção de descobrir qual é a alteração molecular que permite seu crescimento ou o bloqueio da sua destruição. Dessa forma, torna-se possivel definir um tratamento direcionado para aquela alteração molecular, específico para aquele tumor, único para aquele paciente.

De acordo com o oncologista do Centro Avançado de Oncologia do HSVP, Cristiano Duque, este avanço da Medicina vem sendo possível por alguns motivos: décadas de estudos de pesquisadores tentando entender melhor o câncer, a evolução da biologia molecular e o desenvolvimento de novas drogas, que viabilizaram a identificação de alvos moleculares e a escolha de medicamentos apropriados para cada caso.


“Quando eu comecei a estudar Oncologia, a única opção disponível para tratar o câncer de pulmão avançado, por exemplo, era a quimioterapia, com eficácia limitada e muita toxicidade. Tentávamos oferecer um tratamento personalizado, com base nas preferências de cada pessoa, na sua história de vida e outras doenças coexistentes, mas essa possibilidade ainda era incipiente. Atualmente, além de levar tudo isso em conta, fazemos a análise do tumor em busca de mutações ou outras alterações moleculares. Quando isso ocorre, é possível oferecer, por exemplo, um tratamento via oral, com mais comodidade, maior controle do crescimento tumoral e menos efeitos adversos”, explica o oncologista.

Na opinião de Duque, a Medicina de precisão representa um enorme avanço, mas é preciso manter as expectativas sob controle e não superestimar a novidade, como aconteceu com o projeto de sequenciamento do genoma humano.

“Ainda são poucos os grupos de tumores em que é possível identificar um alvo molecular e ter à disposição um remédio eficaz para esse alvo. Além disso, devido ao custo dos exames e dos tratamentos, a Medicina de precisão dificilmente estará disponível para toda a população. Em se tratando de câncer, por maiores que sejam as novidades, o foco sempre deve estar na prevenção e no diagnóstico precoce”, esclarece o especialista.

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