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Lúpus: mulheres jovens são principais vítimas na doença

Embora não haja números oficiais, estima-se que existam no Brasil cerca de 65 mil pessoas com lúpus, a maioria mulheres, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. As causas não são totalmente conhecidas, mas fatores genéticos, hormonais e ambientais envolvem o seu desenvolvimento. Confira nessa entrevista com a endocrinologista do HSVP, Elisa Mendes Coelho, mais informações sobre a doença.

O que é o lúpus?

Elisa Mendes Coelho: É uma doença autoimune crônica caracterizada pela produção de autoanticorpos que se depositam dentro de tecidos, levando à inflamação sistêmica com possível acometimento de múltiplos órgãos e sistemas.

O que a doença pode causar?

EMC: O lúpus pode se manifestar de diversas maneiras, com períodos de atividade e remissão e vários tipos de comprometimento. Um paciente pode ter problemas de pele e nas articulações, enquanto outro pode ter alguns órgãos internos afetados também, como, por exemplo, rins e pulmão.
Algumas alterações típicas são rash malar (mancha no rosto tipo asa de borboleta), alopecia (queda de cabelo), sensibilidade à luz, aftas na boca, lesões nasais e artrite, principalmente nas mãos. Outras manifestações mais sérias são o acometimento das cerosas, as cerosites, podendo levar à pleurite ou pericardite – que é o comprometimento de estruturas do coração e do pulmão – e inflamação do rim, levando à perda de proteína na urina, que fica mais espumosa. Comprometimento neurológico também pode ser encontrado em pacientes com lúpus. Não é comum, mas pode acontecer de forma grave, com convulsões, estado confusional e psicose. E também pode atingir as células do sangue, levando à anemia do tipo hemolítica, que é a mais característica, queda de leucócitos e plaquetas.

Quem, em geral, apresenta a doença?

EMC: Mulheres entre 15 e 45 anos, o que sugere uma influência hormonal no desenvolvimento do lúpus. Mas também pode acometer homens, crianças e idosos.

Como é feito o diagnóstico?

EMC: O diagnóstico se baseia na presença das manifestações clínicas características e nas alterações encontradas em exames laboratoriais. A grande marca laboratorial vai ser a positividade do FAN, presente em mais de 98% dos casos. Essa é considerada a alteração mais importante no exame de sangue desses pacientes. Porém esse exame não é específico porque pessoas sem sintomas de lúpus também podem ter FAN positivo. Por isso, a avaliação de pessoas que têm o FAN positivo deve ser cuidadosa para que não haja diagnóstico incorreto da doença. De toda maneira, as pessoas que têm FAN negativo têm uma chance muito pequena de desenvolver lúpus.

Como é feito o tratamento?

EMC: O tratamento é realizado de acordo com o comprometimento principal que o paciente apresentar no momento. Mas o objetivo será reduzir a atividade da doença, prevenir as exacerbações ou crises, tratá-las quando ocorrerem e diminuir os danos aos órgãos e sistemas, assim como as complicações que a doença pode causar.

Que outros cuidados o paciente com lúpus deve ter?

EMC: É importante que ele e sua família se informem sobre a doença e sobre o que ela pode causar ao longo da vida. Também é importante apoio psicológico, que possa transmitir otimismo e motivação em relação ao tratamento, além de estimular os projetos de vida, porque o paciente com lúpus deve ser capaz de levar uma vida social, profissional e afetiva normal. É importante que faça atividade física, respeitando os períodos de pico da doença – nesses momentos é indicado repouso. Também é importante ter uma boa alimentação, com dieta balanceada, evitando excesso de sal, carboidratos e gordura porque, embora não haja evidência científica de alimentos que influenciem no desencadeamento e evolução da doença, é importante que a alimentação seja de boa qualidade. Eles também devem se proteger contra a luz solar, com uso frequente de filtro solar, e de outras formas de radiação ultravioleta. Deve-se evitar o tabagismo e prevenir a osteoporose com dieta e vitamina D. O paciente também deve controlar a obesidade e evitar o uso de álcool.


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