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Janeiro Branco alerta para cuidados com a saúde mental

A saúde mental é o foco da campanha Janeiro Branco, criada com o objetivo de conscientizar a população sobre as questões e necessidades que ela desperta. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão atinge 4,4% de pessoas em todo o mundo. No Brasil, a depressão afeta 5,8% da população. O país é ainda o que tem maior prevalência de casos de ansiedade, que atinge 9,3% dos brasileiros.

Um dos fatores que contribui para a dificuldade de uma abordagem correta desses casos é que muitos pacientes com transtornos mentais não buscam tratamento por terem medo de serem estigmatizados. No entanto, o psiquiatra do HSVP, Bernard Miodownik ressalta que o preconceito vem diminuindo. “Há hoje maior circulação de informações a respeito da saúde mental e, a meu ver, isso tem estimulado a procura por ajuda profissional”, afirma o médico.

Em plena pandemia de Covid-19, a campanha Janeiro Branco ganha relevância especial. Uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que 40,4% dos entrevistados relataram tristeza ou depressão e 52,6% afirmaram sentir nervosismo ou ansiedade desde o início da pandemia.

A pesquisa “ConVid Comportamentos” mostrou ainda que 34% dos fumantes passou a fumar mais e 17,6% aumentou o consumo de álcool. Por outro lado, o número de pessoas que praticavam atividade física regularmente caiu de 30,4% para 12,6% no período. Realizada entre abril e maio de 2020, a pesquisa ouviu 45.161 brasileiros de todos os estados do país.


“Com a pandemia, temos vivido situações de extrema dificuldade que, em maior ou menor grau, causam um impacto na saúde mental. Muitas pessoas lançam mão de comportamentos de risco como forma de aliviar os sintomas ansiosos e depressivos. Embora isso possa gerar uma sensação de alívio momentâneo, as consequências a médio e a longo prazo podem ser desastrosas, acarretando piora dos sintomas emocionais e desenvolvimento de doenças relacionadas ao mau hábito”, adverte a psicóloga do HSVP, Franciely Bottaro.

Miodownik acrescenta que o momento da pandemia traz grande desestruturação emocional e social. “São diversos fatores: as perdas, a angústia da morte, as sensações de desamparo que a situação provoca. Tudo isso piora a saúde mental, de uma forma geral. E os mais afetados serão aqueles que já apresentavam fragilidades psíquicas anteriores”, afirma.

Sinais como ter dificuldade de planejar ou manter suas atividades cotidianas, mudança do humor - ansiedade, irritabilidade, humor deprimido - na maior parte do tempo, alterações significativas na rotina de sono ou alimentação, sensação de cansaço ou esgotamento devem servir de alerta de que está na hora de buscar ajuda. “Na verdade, existem diversos sinais e sintomas que nos indicam a necessidade de procurar auxílio. O mais importante é perceber que algo mudou e que você pode contar com outras pessoas. As pessoas próximas que reconhecerem essas mudanças devem aproveitar para ter uma conversa sobre a necessidade de buscar ajuda especializada”, orienta a psicóloga.

Miodownik destaca ainda que “sentimentos de mal-estar físico e psíquico e de inadequação em situações sociais, mudanças súbitas na maneira de se relacionar consigo próprio e com os outros e atitudes rígidas que provoquem desconforto psíquico tanto ao próprio indivíduo quanto aos que o rodeiam são alguns dos sinais que devem ser levados em consideração para buscar ajuda especializada”.

Buscar atividades que promovam bem-estar é importante para quem quer preservar a saúde mental. No entanto, quem já está com algum problema emocional não consegue se inserir em atividades que levariam à satisfação pessoal. Nesse caso, o psiquiatra reforça que "é preciso ter humildade para reconhecer que precisa pedir ajuda".
Para Franciely, a simplicidade é a chave: “é importante que você reserve um tempo para fazer coisas de que goste e que façam sentido em sua vida. Construa uma rotina, pois isso ajuda em sua organização pessoal e emocional, mantenha vínculos sociais dentro do possível, faça um exercício físico do qual você goste. E procure ajuda especializada sempre que necessário”, ensina.


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