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Doença de Alzheimer: diagnóstico precoce é o maior desafio

O Alzheimer é a doença neurodegenerativa mais frequente em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2030 serão 65,7 milhões de pessoas vivendo com a enfermidade. Atualmente, no Brasil, a estimativa da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia é de que o número de pessoas com a doença chegue a 1,2 milhão. Apesar de afetar um grande número de pessoas, o Alzheimer não tem as causas totalmente conhecidas e não pode ser curado. A prática de atividades físicas regulares pode contribuir para melhorar a qualidade de vida de quem sofre com a doença, mas o isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19 pode ter prejudicado muita gente, como alerta a geriatra do HSVP, Mariangela Perez.

“Estimulo meus pacientes a jogarem bola, fazerem caminhadas, alongamento, dança e exercícios na piscina, por exemplo. Mas durante a pandemia muitas pessoas ficaram com a mobilidade reduzida e tiveram que interromper essas práticas e até tratamentos como fisioterapia. Muitos pacientes deixaram de sair de casa e não puderam receber visitas nem ver filhos e netos. Tudo isso tem um impacto na evolução da doença”, destaca a especialista.


Um dos maiores desafios para os médicos que tratam a doença de Alzheimer é diagnosticar a doença precocemente, de forma a garantir melhor qualidade de vida por mais tempo ao paciente. “Geralmente o diagnóstico é feito apenas quando surgem os sintomas mais graves, como os danos que comprometem a memória. Sabemos que a doença começa décadas antes da manifestação da demência, mas é muito difícil detectar. Há muitas pesquisas neste sentido, mas ainda não temos respostas”, afirma Mariangela.
A doença de Alzheimer afeta, principalmente, idosos com mais de 65 anos. Entre os sintomas mais comuns estão a perda da memória recente, dificuldades de linguagem, perda do julgamento crítico e da capacidade de realizar tarefas que exigem planejamento, assim como de tomar de decisões e, conforme a doença avança, até tarefas do dia a dia são afetadas, como vestir, comer, ir ao banheiro, andar e deglutir. Todos esses sintomas se manifestam de forma lenta e progressiva ao longo de vários anos.
“Trabalhamos com medicamentos que retardam o avanço da doença, mas não conseguimos interromper o ciclo e nem recuperar funções que já foram perdidas. Por esta razão, é importante adotar medidas não farmacológicas que contribuam para a qualidade de vida do paciente, como manter um ambiente seguro, aconchegante e adaptado, de forma a favorecer a independência do paciente; evitar excesso de movimentação e ruídos e orientar os cuidadores a manter uma boa comunicação com o doente”, enumera a geriatra. Também é importante criar um mapa de cuidado do paciente, no qual devem ser registrados todos os procedimentos realizados ao longo do dia e qual o comportamento associado, para que seja possível identificar fatores ou pessoas que possam desencadear a agitação. De acordo com o mapa, poderão ser efetuadas mudanças em procedimentos, para amenizar as consequências.

Para melhorar a sensação de bem estar do paciente, a especialista recomenda realizar atividades relacionadas à música e ao canto, massagem corporal e ações que estimulem a cognição, como ler para o idoso ou junto com ele, rever álbuns de fotografias e caixas de lembranças com objetos familiares. Outra ideia é propor jogos de carta, dominó ou tabuleiro.

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