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Alimentação saudável: Elixir para a prevenção e o tratamento do câncer

A adoção de uma alimentação saudável é fundamental para prevenir diversas doenças, inclusive o câncer. Já se sabe que o aparecimento de alguns tipos de câncer está diretamente relacionado à obesidade – entre eles de mama, rins e intestino – e que se alimentar da forma correta ajuda a manter o organismo são e protegido contra fatores que colaboram para a sua degeneração.

Alimentos naturais e crus como frutas, verduras e hortaliças merecem lugar de destaque no prato. As proteínas animais também devem fazer parte das refeições, a menos que haja alguma contraindicação nesse consumo. A carne vermelha, que vem sendo evitada por muita gente, também pode ser consumida, mas com moderação. “Oriento que ela entre no cardápio cerca de duas vezes por semana”, comenta a nutricionista do Centro Avançado de Oncologia, Cristiane Feldman. Outros tipos de proteína animal como peixe, frango, ovos, leite e queijo também podem – e devem - constar na alimentação diária.

Existem muitas pesquisas em andamento sobre alimentos poderosos no combate ao câncer. Mas, segundo a profissional, ainda há poucas comprovações nesse sentido. “Foram feitos estudos importantes que mostram que sementes, frutas secas e oleaginosas diminuem o risco de desenvolvimento de câncer de intestino, inclusive sua recidiva. Mas o que se sabe de fato é que a alimentação saudável e variada, de modo geral, diminui muito o risco da doença”.
Além da preocupação em comer bem, manter o peso adequado e praticar atividade física de forma constante são fundamentais. Essa tríade é uma grande aliada na manutenção da saúde e prevenção de doenças.



Veneno no prato

Apesar de o consumo de alimentos com agrotóxicos estar cada vez mais sendo relacionado ao surgimento de casos de câncer, ainda não há comprovação científica sobre isso. Mas, para quem pode, é indicado priorizar a compra de alimentos orgânicos. Caso não seja possível, capriche na higienização de produtos que forem consumidos crus com produto específico para este fim em vez de vinagre, cloro ou água sanitária. “Deve-se lavar o alimento em água corrente, deixar de molho em solução de hipoclorito de sódio por 20 minutos, lavar com água filtrada e guardar na geladeira sem deixá-lo exposto”, explica a nutricionista.

Pacientes oncológicos demandam mais cuidado com a alimentação

Os pacientes oncológicos precisam dedicar atenção especial ao que ingerem. Se alimentar bem e regularmente, evitando ficar em jejum, são regras de ouro para quem está em tratamento. Durante a consulta com o nutricionista, é avaliado o que o paciente consegue comer, seus hábitos nutricionais e se é necessário fazer um suporte de calorias, proteínas, vitaminas e minerais, sem restrições desnecessárias.

“Precisamos saber primeiro qual é o diagnóstico da doença, a localidade, o estadiamento e o tratamento que será proposto ou que está em andamento. Também temos que avaliar o estado nutricional do paciente para dar o suporte adequado e individualizado, respeitando as necessidades fisiológicas e metabólicas de cada um. Temos que antecipar, por exemplo, possíveis sintomas que já são esperados por conta do uso de medicamentos e drogas quimioterápicas. Somente a partir disso é que podemos prescrever uma dieta personalizada. Se alimentar corretamente é um grande aliado e diferencial nesse momento, pois diminui o risco de complicações durante o tratamento. Quanto melhor estiver o estado nutricional do paciente, menor o risco de reações adversas, intercorrências e toxicidade do tratamento”, ressalta Cristiane.
De forma geral, a orientação é incrementar a hidratação, evitar alimentos processados e gordurosos e não pular refeições. Para estar bem hidratado, a recomendação é ingerir diariamente 30 a 35 ml de líquidos por cada quilo do peso corporal (exemplo: um paciente com 60kg deve tomar cerca de 1,8 litros de líquidos por dia), podendo ser água, sucos naturais, água de coco, refresco ou chá.

Proteína animal: imunidade em alta

O consumo de proteína animal não só deve ser mantido pelos pacientes oncológicos, como também incrementado. “Esse tipo de proteína ajuda muito na imunidade e esses pacientes precisam estar com ela em alta para levar bem o tratamento até o final. A carne vermelha, por exemplo, contém ferro, que é melhor aproveitado e absorvido pelo organismo”, orienta Cristiane. Hortaliças, frutas e verduras devem estar no prato todos os dias, mas reforçando os cuidados com a higienização, já que o paciente com câncer conta com menos células de defesa no organismo durante a quimioterapia. “As bactérias resistentes não são vistas a olho nu. Se o paciente consome algo contaminado, corre um risco maior de desenvolver uma infecção, podendo agravar seu estado de saúde e o seu tratamento”.

Melhores escolhas

Frituras, alimentos processados e enlatados, embutidos, temperos artificiais, bebidas prontas e refrigerantes devem ser evitados. A nutricionista explica que comer a cada três horas, mesmo que pouco, é fundamental para evitar sintomas como náuseas e enjoos. “Alguns pacientes alegam que não comem porque ficam enjoados, mas fazer isso piora esse sintoma. É melhor ingerir pouca comida várias vezes ao dia do que ficar sem comer por muito tempo”.

O consumo de álcool é controverso. “Apesar de alguns oncologistas acreditarem que um copo de cerveja ou uma taça de vinho não oferecem risco ao paciente, peço para evitarem. O tratamento já é bastante tóxico para todos os órgãos, inclusive para o fígado. Então, quanto menos sobrecarga para o organismo nesse momento, melhor”, pondera a especialista.


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